Aliado de Geddel é solto, mas ex-ministro continua preso

O ministro do STF também determinou medidas cautelares como a prisão domiciliar para Job Ribeiro Brandão, assessor do deputado Lúcio Vieira Lima, irmão de Geddel

Por: Gabriela Andrade| Foto: Agência O Globo

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin determinou a conversão da prisão preventiva do ex-diretor-geral da Defesa Civil de Salvador, Gustavo Ferraz, em prisão domiciliar. As digitais dele foram encontradas no “bunker” do ex-ministro Geddel Vieira Lima, onde estavam guardados R$ 51 milhões. No entanto, Fachin negou pedido para suspender a prisão de Geddel, dizendo que viu nele “a efetiva propensão à reiteração delitiva que, neste momento, só se afigura possível de ser repelida com a mais grave das medidas cautelares”.

O ministro da Suprema Corte também determinou medidas cautelares como a prisão domiciliar para Job Ribeiro Brandão, assessor do deputado Lúcio Vieira Lima, irmão de Geddel. Assim como no caso de Gustavo Ferraz, foram encontradas digitais dele no bunker. Tanto Brandão como Ferraz não poderão usar telefone ou internet e nem manter contato com outros investigados. Eles devem ficar sob monitoramento eletrônico e pagar fiança de 100 salários mínimos.

Geddel foi preso em julho por ordem do juiz Vallisney de Souza Oliveira. Logo após, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) mandou soltá-lo. Em setembro foi preso de novo, após a descoberta de R$ 51 milhões em um apartamento a menos de 1 Km de onde ele mora.

 

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