Câmara do DF quer proibir escolas públicas de liberar alunos em caso de falta de professores.

Projeto manda fazer atividades como palestras e exibição de filmes.

Por: Diego Tolentino

A Câmara Legislativa do Distrito Federal estuda proibir escolas públicas de liberarem os alunos em caso de falta do professor. O projeto diz que os estudantes devem receber “atividades complementares de ensino” durante todo o turno mesmo se o professor se ausentar. São exercícios como palestras, dinâmicas , exibição de filmes, prática desportiva ou ação cultural.

De acordo com a projeto, a obrigação não vale se houver greve de professores ou quando os responsáveis forem pessoalmente buscar o aluno na escola. Em reta final de tramitação, a ideia está em análise na Comissão de Constituição e Justiça.

Se aprovada, o projeto se iniciaria nas classes iniciais até o ensino médio. Ela é de autoria da deputada distrital Sandra Faraj (SD), aliada do governo e atualmente de licença-maternidade. Ela declarou que a intenção é de garantir a segurança dos estudantes.

“O objetivo é proteger as crianças que são mais vulneráveis. Às vezes quando falta professor e não tem aula, essas crianças voltam para casa sozinhas e muitas vezes não têm nem com quem ficar em casa porque os pais já estão trabalhando”, disse Sandra Faraj.

A Secretaria de Educação informou que não iria comentar o projeto. Diretor do Sindicato dos Professores (Sinpro), Samuel Fernandes afirma que as escolas já põem em prática a medida. “Quando o professor falta por algum motivo e não tem um substituto naquele dia, a escola já mantém o aluno nessas atividades”, afirmou.

O projeto é de autoria da deputada distrital Sandra Faraj (SD)

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