Com crise hídrica, Palácio do Buriti usa água em seus jardins

Desde sexta, Brasília está autorizada a implementar 2 dias de racionamento.

Por: Diego Tolentino

Em meio à pior crise hídrica da história de Brasília, um funcionário molha as  plantas na frente do Palácio do Buriti, sede do governo. Foram mais de cinco minutos de água correndo da mangueira.

o presidente da Caesb, Maurício Luduvice, vendo as imagens declarou que a situação “é algo que se precisa evitar”.

Na sexta (20), a Agência Reguladora das Águas (Adasa) deu autorização á Caesb a implementar dois dias seguidos de racionamento. A medida tem caráter apenas de permissão, ficando a cargo da companhia decidir se e quando põe em prática a restrição de água por mais um dia.

No mesmo dia, a Caesb chamou a imprensa para dizer que ainda tem “fôlego”. A empresa admitiu a chance de continuar com o ritmo de racionamento e abastecimento atual, até que o reservatório do Descoberto chegue a 4%. Até então, o “gatilho” para reduzir a captação de água na bacia era de 9%.

Os 9% eram baseados nas curvas de monitoramento projetadas pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento (Adasa), que mostraram o ponto mais baixo previsto para o Descoberto em 2017. De acordo com o documento, o reservatório atingiria o mínimo na próxima semana. Nesta sexta, a bacia já opera com 10,2%, segundo medição da Adasa.

Curva de acompanhamento do nível do reservatório do Descoberto, em Brasília, até dezembro de 2017

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