Comemorando 35 anos de história, Grupo Galpão se apresenta em Brasília com temporada inédita do espetáculo Nós

O grupo mineiro volta a se apresentar na cidade, desta vez, com sua mais recente peça, que o público de Brasília poderá conferir pela primeira vez, na CAIXA Cultural Brasília

O Grupo Galpão, uma das companhias mais importantes do cenário teatral brasileiro, completa 35 anos de trajetória em 2017. Para comemorar, o grupo, com sede em Belo Horizonte (MG), programou uma turnê especial, passando por várias cidades do país. Em Brasília, o grupo mineiro chega com sua montagem mais recente, o espetáculo NÓS, que será apresentado pela primeira vez na cidade, dentro da programação do Teatro da CAIXA. Em curta temporada, o público brasiliense poderá assisti ao espetáculo, dirigido por Marcio Abreu, de 24 de novembro a 3 de dezembro, de sexta a domingo, com duas sessões aos sábados. Os ingressos custam R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia) e estarão à venda a partir do dia 18 de novembro, na bilheteria do teatro.

 

“O espetáculo NÓS somos nós, o Galpão, esse coletivo que comemora 35 anos de existência e nós, seres humanos e artistas de teatro para lá dos cinquenta, com suas perplexidades, questões, angústias, algumas esperanças e muitos nós”, explica o ator Eduardo Moreira, sobre o que o público pode esperar do mais recente trabalho do Galpão e 23ª montagem da companhia. No espetáculo, os atores Antonio Edson, Beto Franco, Eduardo Moreira, Júlio Maciel, Lydia Del Picchia, Paulo André e Teuda Bara celebram a vida, enquanto preparam a última sopa e debatem, sob um prisma político, questões do mundo contemporâneo – a intolerância, a violência, a diversidade, a convivência com a diferença.

 

Em cena, noções de proximidade e convivência. Proximidade entre ator e espectador, cena e plateia, ator e personagem, ser-social e ser-poético, realidade e ficção. Convivência entre diferenças, onde o outro dá a dimensão da nossa existência. Pontes entre teatro, performance, música e literatura. E, ainda, entre as dimensões do que é privado e o que é público, do que está dentro e do se apresenta fora. NÓS propõe uma encenação que afirma a convivência com o público, no momento da apresentação, como elemento dramatúrgico, e ao mesmo tempo, sua presença, como ato criativo.

Nós

Para chegar nesse resultado, tudo começou em 2014, quando Marcio Abreu foi convidado para a direção de NÓS. Na época os atores se entregavam a exercícios solo, com o objetivo de contemplar desejos individuais e criar alternativas para um projeto coletivo. O diálogo e o confronto entre o coletivo e os anseios de cada artista se manifestavam de maneira urgente, num grupo de atores com mais de três décadas de convivência artística diária.

 

Assim que começaram os ensaios em agosto de 2015, o diretor foi indagado sobre que tipo de espetáculo vislumbrava construir em parceria com o Galpão. A resposta foi direta e precisa: “um trabalho político”. Segundo o artista carioca, responsável pela direção de produções recentes como “Krum” e “projeto brasil”, ambos realizados em 2015 com a companhia brasileira de teatro, “o Galpão é um dos primeiros grupos de trabalho continuado, com patrocínio em longo prazo, planejamento, turnês internacionais e circulação por todo país”, e acrescenta: “em tanto tempo de estrada, o Grupo criou um centro cultural, o Galpão Cine Horto, onde muita gente se forma e se recicla, onde festivais acontecem, espetáculos de toda parte se apresentam, artistas se encontram, ideias são fomentadas e reverberam na cidade de Belo Horizonte e pelo Brasil afora. Por tudo isso, assumiu uma dimensão política e hoje  pertence ao imaginário teatral brasileiro como uma referência”.

 

Esse desejo essencial norteou a elaboração de uma dramaturgia própria, criada a partir de improvisos, tomando como tema a reação do coletivo de atores diante das pressões exercidas pelo mundo sobre cada um deles.

Durante o processo, foi experimentado o significado de estar dentro e ser colocado para fora e vice-versa. Situações intimamente conectadas à utopia de se conviver com as diferenças, sem que fossem emitidos juízos de valor. 

 

Os atores mergulharam ainda em diversas leituras de textos contemporâneos, como “Programa de Televisão” de Michel Vinaver e “Ódio à Democracia” de Jacques Rancière, entre outros. Marcio provocou questões que foram fundamentais para definir qual caminho seguir na estruturação do texto e da encenação: “o que podemos fazer juntos?” e “de que maneira respondemos ou reagimos ao mundo como ele nos chega hoje?”, perguntas às quais sempre recorria no decorrer dos ensaios.

 Para o diretor, “buscar uma abordagem política num trabalho de criação é pensar não só no que dizer, mas como dizer, e nesse sentido, a forma dos textos é tão fundamental quanto o conteúdo. Assim podemos encontrar uma zona de diálogo mais intenso entre nós e entre nós e o mundo lá fora”.

 

Nesse contexto, a criação teatral seria um ato de pura incompletude, em que se faz necessário recomeçar sempre, mesmo que não se saiba nem como, nem por quê. “Obstinado como o próprio “fazer teatral”, ofício de que não desistimos nunca e continuamos em frente, mesmo que os tempos pareçam demasiado sombrios. Ato pelo qual esperamos sempre reafirmar que seguimos vivos, ato de reinvenção”, completa, Eduardo Moreira.

 

MARCIO ABREU

Dramaturgo, diretor e ator. Fundador e integrante da Companhia Brasileira de Teatro, sediada em Curitiba. Desenvolve projetos de pesquisa e criação de dramaturgia própria, releitura de clássicos e encenação de autores contemporâneos inéditos no país. Realiza ações de intercâmbio com artistas do Brasil e da França. Entre seus trabalhos recentes estão Vida (2010), texto e direção, baseado em Paulo Leminski; Oxigênio (2010), do russo Ivan Viripaev, adaptação e direção; Isso te interessa? (2011), da francesa Noëlle Renaude, tradução, adaptação e direção;

 Enquanto estamos aqui (2012), dramaturgia e direção, solo de dança e teatro com a coreógrafa Marcia Rubin; Esta Criança (2012), do francês Joël Pommerat, direção, pareceria entre a companhia brasileira e Renata Sorrah. “Krum” (2015) também veio como fruto deste encontro com a atriz. Escreveu uma versão de Os três porquinhos para a Commedie Française, dirigida por Thomas Quillardet, com temporada de estreia em 2012, em Paris.

Autor de A história do rock por Raphaelle Bouchard, que estreou em Limoges, na França, também em 2012, com a Compagnie Jakart Mugiscué. Recebeu inúmeros prêmios e indicações. Entre eles o prêmio Bravo!, o prêmio Shell, o APCA, o prêmio Governador do Estado, no Paraná, o APTR e o Questão de Crítica. Foi escolhido pelo jornal Folha de São Paulo como personalidade teatral do ano, em 2012.

 

FICHA TÉCNICA “NÓS

 

ELENCO

Antonio Edson

Beto Franco

Eduardo Moreira

Júlio Maciel

Lydia Del Picchia

Paulo André

Teuda Bara

EQUIPE DO ESPETÁCULO

Direção: Marcio Abreu

Dramaturgia: Marcio Abreu e Eduardo Moreira

Cenografia: Play Arquitetura – Marcelo Alvarenga

Figurino: Paulo André

Iluminação: Nadja Naira

Trilha e Efeitos Sonoros: Felipe Storino

Assistência de Direção: Martim Dinis e Simone Ordones

Preparação musical e arranjos vocais/instrumentais: Ernani Maletta

Preparação vocal e direção de texto: Babaya

Colaboração artística: Nadja Naira e João Santos

Assistência de Figurino: Gilma Oliveira

Assistência de Cenografia: Thays Canuto

Cenotécnica e construção de objetos: Joaquim Pereira e Helvécio Izabel

Operação e assistência de luz: Rodrigo Marçal

Operação de som: Fábio Santos

Assistente técnico: William Teles

Assistente de produção: Cleo Magalhães

Confecção de figurino: Brenda Vaz

Técnica de Pilates: Waneska Torres

Fotos de divulgação: Guto Muniz

Imagens escaneadas: Tibério França e Lápis Raro

Registro e cobertura audiovisual: Alicate Conteúdo Audiovisual

Projeto gráfico: Lápis Raro

Design web: Laranjo Design – Igor Laranjo

Direção de produção: Gilma Oliveira

Produção executiva: Beatriz Radicchi

Produção: Grupo Galpão

 

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EQUIPE GRUPO GALPÃO

Gerente Executivo – Fernando Lara
Coordenadora de Produção – Gilma Oliveira
Coordenadora de Planejamento – Larissa Scarpelli
Coordenadora de Comunicação – Bárbara Prado
Coordenadora Administrativa – Wanilda D’artagnan
Coordenador Técnico e de Luz – Rodrigo Marçal
Produtora Executiva – Beatriz Radicchi
Cenotécnico – Helvécio Izabel
Técnico de Som – Fábio Santos
Assistente Financeiro – Cláudio Augusto
Assistente de produção – Cleber Bordinhon
Assistente Administrativa – Andréia Oliveira
Estagiária de Comunicação – Letícia Leiva
Auxiliar Técnico – William Teles
Recepcionista – Cídia Edvania Santos
Serviços Gerais – Danielle Rodrigues
Gestor Financeiro de Projetos – Artmanagers
Assessor Contábil – Maurício Silva

 

A Petrobras é patrocinadora do Grupo Galpão.

Esta temporada em Brasília tem o patrocínio CAIXA e Governo Federal.

 

Serviço:

24 de novembro a 3 de dezembro

Sexta, às 20h

Sábado, às 17h e às 20h
Domingo, às 19h

 

CAIXA Cultural Brasília – Teatro da CAIXA

Endereço: Setor Bancário Sul Quadra 4 Lotes 3/4 – Asa Sul


Ingressos: R$20 (inteira) e R$10 (meia)

 

Vendas somente na bilheteria do Teatro da CAIXA, a partir do dia 18 de novembro
Horário de funcionamento: de terça a sexta-feira e domingo, das 13h às 21h e; sábado, das 9h às 21h

 

Mais informações: (61) 3206-9448 /3206-6456

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