Conheça o centro de acolhimento a mulheres que sofreram violência

No Distrito Federal, existe um local específico para esses casos. Fica localizado na Asa Norte, no Setor de Grandes áreas Norte.

Breno Algarte

Hoje, 10 de outubro, comemora-se o Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher. Segundo a Organização das Nações Unidas, 7 em cada 10 mulheres já foram ou serão violentadas em algum momento da vida. No Distrito Federal, foram registradas mais de 13 mil casos de crime contra as mulheres no ano de 2016.

Desde 2015, funciona a Casa da Mulher Brasileira, no Setor de Grandes Áreas Norte, Quadra 601, Lote J, Plano Piloto. A unidade oferece serviços de acolhimento e triagem, apoio psicossocial, delegacia especializada, juizado em violência doméstica e familiar, promotoria, defensoria pública, ações de promoção de autonomia econômica, brinquedoteca para crianças e alojamento diurno com alimentação.

Antes da existência da unidade, a mulher era submetida a uma verdadeira peregrinação em busca de instituições públicas. Além dessa dificuldade, muitas vezes era recebida por pessoas que não estavam preparadas para tratar de casos de violência, podendo submetê-la a um sofrimento continuado ou mesmo tratá-la com preconceito.

A rede de apoio é prevista na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06), que estabelece que União, Distrito Federal, estados e municípios poderão criar e promover “centros de atendimento integral e multidisciplinar para mulheres e respectivos dependentes em situação de violência doméstica e familiar; casas-abrigo para mulheres e respectivos dependentes menores em situação de violência doméstica e familiar; delegacias, núcleos de defensoria pública, serviços de saúde e centros de perícia médico-legal especializados no atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar; programas e campanhas de enfrentamento da violência doméstica e familiar; e centros de educação e de reabilitação para os agressores”.

Para saber mais, acesse o site da Secretaria de politicas para as mulheres.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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