Economistas dizem que eleições são decisivas para recuperação do Brasil

Economistas dos dois maiores bancos privados do Brasil, concordaram neste domingo, que a consolidação da recuperação do país depende do resultado das eleições de 2018, pois, para crescer de maneira sustentada, é necessário manter o rumo atual da política econômica.
Por Julianna Caetano

Na véspera da abertura oficial da Assembleia Geral da Federação Latino-Americana de Bancos (Felaban), Mario Mesquita, economista-chefe do Itaú Unibanco e Fernando Honorato Barbosa, diretor e economista-chefe do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos de Bradesco, apresentaram-se otimistas, depois de participar de uma apresentação especial sobre as perspectivas econômicas do Brasil para 2018.

Para o representante do Itaú Unibanco, a pior situação após as eleições, seria o candidato eleito à presidência, realizar mudanças político-econômicas que fosse um retrocesso ao populismo, como os representantes passados e o atual Governo.

A incerteza, segundo Mesquita, paira sobre o conhecimento do povo com relação a este tipo de mudança e com o resultado das próximas eleições.

Para Barbosa, as propostas dos candidatos não se afastará do que é visto atualmente. Ainda assim, ele reconhece que é muito difícil prever o vencedor nas urnas em 2018.

Ambos, aprovam a realização da reforma da previdência, pois acreditam na necessidade de mudanças para a economia brasileira.

Mesquita afirma ainda que, é necessário uma equiparação das leis previdenciárias tanto para funcionários privados quanto públicos e a criação de um tempo mínimo para aposentadoria, que não existe atualmente.

A 51ª Felaban acontece nesta segunda e terça-feira em um hotel de Miami, com a participação de mais de 2.000 diretores de 54 países.

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