Fornecedoras de marmitas para presídios devolverão R$ 1,3 mi ao GDF

Verbas seriam  a contas de luz pagas pelo Estado e a talheres não entregues pelas empresas Nutriz e Cial

Por: Diego Tolentino

Empresas de alimentação para presídios de Brasília terão de devolver R$ 1,3 milhão aos cofres públicos. O valor diz respeito a contas de luz de 2014 a 2017 e a talheres que não foram fornecidos, embora estivessem garantidos por contrato.

A Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social (SSP) bancou os custos e agora quer o ressarcimento. O pagamento da dívida será feito por meio de desconto nos repasses que o GDF às fornecedoras de marmitas e lanches aos presos.

Segundo a SSP, as empresas deveriam pagar as faturas da Companhia Energética de Brasília (CEB), mas desde 2014 a despesa foi bancada pela secretaria. Dessa forma, a Nutriz terá R$ 336,2 mil descontados das faturas referentes às contas de energia emitidas entre junho de 2014 e agosto de 2017. Já a Cial terá R$ 200 mil retidos.

Em relação aos talheres, o problema ocorreu nas especificações. O modelo ofertado era de um plástico duro, que poderia ser usado como arma branca pelos presos. O exigido pela pasta era de silicone. Durante o impasse, os materiais não foram entregues, mas as empresas receberam os valores mesmo assim. Hoje, a Nutriz deve R$ 338,5 mil; e a Cial, R$ 433 mil.

A empresa CIAL é uma das investigadas no impasse.

 

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