Justiça manda GDF pagar reajuste salarial de professores prometido na gestão Agnelo

Benefício deveria ter sido concedido em 2015. Alegando déficit no caixa, Rollemberg cancelou pagamento. 

Por: Diego Tolentino

 

 Tribunal de Justiça condenou o governo do Distrito Federal a pagar a sexta e última parcela do reajuste dos cerca de 50 mil professores da educação básica , referente a 3,5% do salário, concedido ainda na gestão Agnelo Queiroz. Ela deveria ser quitada em 2015. Porém, alegando déficit de caixa, o atual chefe do Executivo, Rodrigo Rollemberg, suspendeu os pagamentos. Cabe recurso à decisão.
Atualmente, o salário inicial para professor com carga de 40 horas semanais é de R$ 5.016,53. Já para os cargos de 20 horas o salário é de R$ 2.508,26.

O ex-governador Agnelo Queiroz concedeu reajuste salarial a 32 categorias de forma escalonada em 2013. Os pagamentos deveriam ocorrer até 2015, após o fim da gestão dele.

Em 2015, o atual governador, Rodrigo Rollemberg, assumiu o GDF e afirmou haver rombo financeiro. Em setembro, como parte do pacote “anti crise”, ele suspendeu o pagamento dos atrasos. O impacto nos cofres era estimado em R$ 1,5 bilhão. Segundo ele, esses valores seriam incorporados em outubro de 2016.

Em 2017, os gastos com folha de pagamento dos servidores do GDF caíram entre o primeiro e o segundo quadrimestre , segundo relatório apresentado pelo governo. Mas, o secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio, afirmou que o GDF não vai conceder reajustes salariais.

Para manter a política econômica de austeridade, foi publicado um decreto no Diário Oficial do DF que proíbe empresas terceirizadas de entrar em acordo  com sindicatos para conceder aumento de salário, auxílio, bônus ou outros benefícios.

Manifestação dos professores na frente do Palácio do Buriti no DF

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