Mortes por aids no DF diminuem por 2 anos consecutivos

Números que mostram queda contínua em 2015 e em 2016 estão em boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde nesta segunda.
Por Luis H Andrade

O boletim epidemiológico de HIV/aids divulgado na última segunda-feira, 27, mostra que, pelo menos nos dois últimos anos, o Distrito Federal tem apresentado queda no número de mortes por aids. Em 2014, o número de óbitos relacionados a doença era de 128 óbitos. No ano seguinte, caiu para 114 e, em 2016, chegou a 112.

A redução contínua, segundo a pasta, deve-se ao aumento da detecção do HIV e à melhoria da adesão ao tratamento. Isso significa que os diagnósticos para a presença do vírus estão sendo feitos de forma precoce, antes da consolidação da doença no organismo do paciente.

“Quanto mais cedo detectamos que a pessoa é portadora do vírus, o tratamento tem mais condições de evitar que o sistema imunológico fique comprometido e que o paciente desenvolva aids”, explicou o gerente de Doenças Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Saúde, Sérgio d’Ávila.

Em 2017, foram registrados 269 resultados positivos para aids e 567 para HIV no DF. Desde 2009, a Secretaria de Saúde faz a vigilância dos casos notificados de aids e dos detectados com HIV. As pessoas que vivem com o vírus não necessariamente têm a doença desenvolvida, uma vez que ela é efeito da infecção por HIV, e pode aparecer  até dez anos depois.

Homens jovens e mais velhos lideram novos casos de aids no DF

Os extremos da faixa etária no DF — os mais jovens e os mais velhos — são as parcelas da população com mais incidência de HIV. Pessoas dos 20 aos 24 anos e dos 55 aos 59 anos seguem como tendência de novos casos.

Perfil dos pacientes de HIV/aids, cerca de 46,5% são de homens que fazem sexo com homens. Do total, em 62% a transmissão ocorreu por meio de contato sexual.

Regiões administrativas que mais concentram o aparecimento de novas incidências são: Águas Claras, Asa Norte, Cruzeiro, Riacho Fundo e Taguatinga, de acordo com o boletim.

Um dos grandes desafios para enfrentar a questão é a retomada das ações de prevenção e a ampliação das estratégias para se evitar o contágio pelo HIV, de acordo com o gerente de Doenças Sexualmente Transmissíveis. “Temos que ter um diálogo muito mais próximo com a comunidade para ela perceber que a aids ainda não tem cura e é um grave problema de saúde pública”, avaliou D’Ávila.

O SUS possui programa de tratamento, de forma gratuita. Porém, é necessário se prevenir e utilizar camisinha em todas as relações sexuais. Apesar do número maior entre homens que fazem sexo com homens, o HIV/aids também atinge mulheres e homens heterossexuais.

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