MP apura casos de assédio sexual com 30 vítimas em uma única escola no Gama.

Casos ocorreram no Centro Educacional 6 do Gama. Vítimas têm entre 15 e 17 anos.

Por: Diego Tolentino

Ministério Público do Distrito Federal investiga casos de assédio sexual contra estudantes do Centro Educacional 6 do Gama praticados por próprios funcionários da instituição. De acordo com movimentos em defesa da mulher, da criança e do adolescente, e instituições políticas, cerca de 30 estudantes foram vítimas.

O assunto está sob análise dos promotores desde última sexta-feira (29) e seguia em sigilo até a publicação desta reportagem. A Secretaria de Educação informou que vai abrir sindicância para apuração.

Nas redes sociais, coletivos como a Marcha Mundial das Mulheres, o Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do DF (Cedeca) e a Secretaria de Mulheres do Partido dos Trabalhadores afirmam que as vítimas são alunas de 15 a 17 anos do ensino médio.

Elas teriam relatado os abusos a uma assistente social da Secretaria da Saúde que trabalha em um posto próximo à escola. Segundo a pasta, a servidora acompanhava as meninas desde que o primeiro caso aconteceu. Os abusos teriam ocorrido entre 25 e 30 de setembro desse ano.

De acordo com o relato, as primeiras queixas surgiram depois que três estudantes, que também foram vítimas, se articularam para convencer meninas que passaram pela mesma situação a denunciar. A suspeita é de que, ao menos, 15 professores da escola tenham cometido os abusos.

A Secretaria de Saúde informou que o caso está sob investigação pelo GDF, que já “está em contato com a direção da escola”.

Segundo o diretor, há apenas um caso de abuso envolvendo o CED 6, que ocorreu no ano passado e está sendo investigado pela Corregedoria da Secretaria de Educação. A unidade tem cerca de 60 professores e 1,3 mil alunos e aproximadamente 700 estão no ensino médio.

O Conselho Tutelar do Gama Leste também recebeu a denúncia, pelo Disque 100, de uma fonte anônima, segundo o conselheiro Alexandre Pinheiro.

Não é a primeira vez que o CED 06 do Gama enfrenta esse tipo de denúncia.

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