Plante, construa, pense e faça com o verde!

Pensar no meio ambiente não é mais uma questão apenas de status ou “moda”. A sobrevivência do nosso planeta é uma das preocupações que mais crescem todos os dias para as pessoas e empresas de todas as áreas

San Thor Oliveira

Não é segredo para ninguém que o simples fato de estarmos aqui (seres humanos) já é uma agressão ao meio ambiente. Mesmo que sejamos parte de tudo isso, nossas ações constantemente danificam o planeta Terra, nossos produtos prejudicam o meio e nossas construções acabam dizimando hectares e mais hectares.

Pensando nisso, sabendo que não há como uma população inteira migrar para um novo espaço – ou talvez em alguns anos isso seja possível –, é preciso pensar em políticas de redução de danos. Quem nunca ouviu falar na expressão “se você não pode eliminar algo que causa dano no momento, saiba como minimizar os danos que esse algo causa em você”?

Green building pode ser encarado como uma redução de danos. O termo, em tradução livre, significa “construção verde”, uma construção voltada para causar o mínimo de danos ao meio ambiente. Com a população aumentando gradativamente, é natural que as construções comecem a ser sustentáveis. Sustentabilidade social, ambiental e econômica são as preocupações de uma construção pensada dentro desse modelo.

As novas instalações do 25º Grupamento de Bombeiros Militares, em Águas Claras, atende a critérios de economia e sustentabilidade. Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

E não é apenas no momento de construir: uma green building, desde o seu projeto, é pensada de forma diferente, ou seja, na produção, execução e no funcionamento do espaço (lembrando que pode ser um prédio, espaço público, espaço de um evento. O que determina uma green building não é “o que a coisa é”, e sim, como a coisa foi pensada, executada e funciona). Para se ter certeza de que uma construção atende aos requisitos e pode ser chamada de green building, ela deve passar sob o crivo de uma empresa não governamental chamada Green Building Council Brasil (GBCB). É esta organização que está responsável por distribuir o selo de qualificação chamado Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), garantindo ao estabelecimento o reconhecimento devido pelo investimento e esforço sustentável, a gestão dos resíduos, a qualidade ambiental de interiores e a inovação dos processos.

Mais de 4 mil construções possuem o selo de certificação sustentável, fazendo do Brasil o quarto colocado no ranking mundial. Entre os benefícios ambientais que uma construção pensada desse modo pode gerar, está o uso racional de recursos naturais, extração não prejudicial, consumo eficiente de energia e água, e o uso de materiais específicos que causem o menor impacto possível ao meio ambiente.

Os benefícios sociais são vários. O senso de comunidade é trabalhado, tendo em vista que cada área precisa contemplar corretamente sua função para que “o todo” funcione de forma correta. A conscientização é aprimorada, pois cada parte explora o melhor, sempre pensando na finalidade de “preservação”. Há também melhora na saúde e segurança, tanto da população quanto dos funcionários, e até mesmo valorização do espaço ou empresa como fator econômico.

Em Brasília, a PaulOOctavio, que foi responsável pela construção de diversas obras na cidade, aponta que, desde julho de 2003, adota técnicas e matérias que visam preservar o meio ambiente. O projeto Entulho Limpo é um exemplo disso e consiste em separar todos os resíduos sólidos produzidos nos canteiros de obras de forma ecológica e pensada previamente. Com a maior necessidade de engajamento com as questões sustentáveis, a construtora lançou uma linha de construções residenciais ecologicamente sustentáveis, com recursos que reduzem o consumo de energia e água, uso de materiais que não causam danos ao meio ambiente, ações de reciclagem tanto no momento da obra quanto nos equipamentos instalados nas construções, armazenamento de água da chuva e uso de painéis solares.

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