Psiquiatra da rede pública é condenado por dar bebida alcoólica a paciente

Médico responde a processo administrativo na Secretaria de Saúde de Brasília.

Por: Diego Tolentino

Um psiquiatra da rede pública de Brasília foi condenado a dois anos e oito meses de prisão em regime aberto por dar bebida alcoólica a cinco pacientes. O Tribunal de Justiça informou em 27 de outubro que a sentença transitou em julgado (quando não há mais possibilidade de recurso). A Secretaria de Saúde abriu processo administrativo contra o servidor.

As cinco vítimas são do sexo masculino. Uma delas foi paciente do acusado no Centro de Orientação Médico Psicopedagógica (Compp). O local é voltado a crianças e adolescentes e atende desde casos leves de sofrimento psíquico até transtornos mentais considerados mais graves, como autismo, psicoses e neuroses.

Segundo a denúncia, o médico deu um celular para o rapaz, que na época tinha 14 anos, e passou a manter contato com ele. O garoto o incluiu em um grupo de WhatsApp que mantinha com nove colegas de escola. Depois disso, o psiquiatra convidou o jovem para lanchar e jogar basquete, e o menino pediu para levar alguns amigos.

O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê entre 2 e 4 anos de prisão, além de multa, para casos do tipo. De acordo com o artigo 243, é proibido vender, fornecer, servir, ministrar ou entregar, ainda que gratuitamente e de qualquer forma, bebidas alcoólicas ou produtos que causem dependência física e psíquica a crianças e adolescentes.

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