Racionamento de 2 dias está descartado enquanto Descoberto não atingir 0%, diz Caesb

Foram feitas revisões em cálculos envolvendo capacidade das bombas, afirma presidente da companhia.

Por: Diego Tolentino

Não será preciso aumentar a quantidade de dias de racionamento enquanto o volume útil do Descoberto não chegar ao nível zero, afirmou nesta sexta-feira (24) o presidente da Caesb, Maurício Luduvice. Ele disse que foram feitas revisões nos cálculos envolvendo a capacidade das bombas e o consumo de água, garantindo mais margem de trabalho.

Em outubro, a companhia havia informado que seria possível manter o ritmo atual de abastecimento e racionamento, pelo menos, até que o reservatório do Descoberto ficasse com 5%. Antes, o “gatilho” para reduzir a captação de água era de 9%.

“Nós refizemos todos os cálculos antigos ainda da década de 1970, da capacidade das nossas bombas do Sistema do Descoberto. Nós chegamos à conclusão que é possível operar as nossas bombas até a ‘cota 1.021’. Seria o nível zero [do volume útil do reservatório]”, declarou Luduvice.

O sistema de “cotas” é uma medida que faz referência à altura com relação ao nível do mar. Pela última medição, de quinta-feira, o sistema do Descoberto está na cota 1.021,88. Ou seja, está a 1.201,88 metros acima do nível do mar – e só 88 centímetros acima do zero do reservatório do Descoberto, o que representa 5,5% do volume útil.

Ele detalha também que, para chegar aos novos cálculos, foi preciso resgatar documentos antigos que estavam guardados nos arquivos da Caesb.

“A gente chegou inclusive a olhar os cálculos pela fabricante alemã dos reservatórios. Estavam guardados desde a década de 1970, e também já tinha sido feita revisão nos anos 2000, que a gente recuperou. Inclusive achamos alguns manuscritos ainda em alemão. Então nós fomos a fundo”, comentou Luduvice.

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