Temer pede que Fachin reveja desmembramento do “quadrilhão”

Para Fachin, a necessidade de prévia autorização da Câmara para processar o presidente da República e ministros de Estado “não se comunica”.

Por: Diego Tolentino

A defesa do presidente Michel Temer pediu ao ministro Edson Fachin, relator dos casos ligados à  Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), que “reconsidere” o despacho em que determinou o desmembramento do inquérito conhecido como “quadrilhão do PMDB” na Câmara.

Segundo o advogado Eduardo Carnelós, que assina o documento, a continuidade das investigações sobre quem não tem foro privilegiado, determinada pelo magistrado, gera “risco de ocorrer colheita de prova sem a participação” das defesas de Temer e seus ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria-Geral de Governo, Moreira Franco, contra quem a ação está suspensa no STF.

Depois que a Câmara dos Deputados proibiu a análise no STF da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Temer e os ministros por obstrução da Justiça e organização criminosa, Fachin resolveu desmembrar a denúncia para que parte dela tramite na primeira instância.

O ministro enviou ao juiz Sérgio Moro, da 13.ª Vara Federal Criminal de Curitiba, a parte da denúncia pelo suposto crime de organização criminosa da qual são alvo o ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), os ex-ministros Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e o ex-assessor da Presidência e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Já a parte que se refere às imputações ao dono e executivo do Grupo J&F, Joesley Batista e Ricardo Saud, será encaminhada à Justiça Federal em Brasília.

 

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