Tradição familiar na Casa do Holandês

Desde 1918, a família holandesa Graumans atua na transformação e comercialização de produtos de charcutaria

Texto: Hellen Santos | Fotos: Divulgação

 

Tudo começou em 1918 com o bisavô, Charles Graumans, que iniciou a produção na cidade de Zundert, fronteira com a Bélgica. Ele ensinou o ofício aos filhos e o conhecimento chegou até a neta, Marga Oostvogels, mãe de Raymond Graumans, proprietário da Casa do Holandês, inaugurada há dois anos no Setor de Indústria e Abastecimento.

A ideia de montar a pequena fábrica de alimentos surgiu em 2010, quando Raymond desembarcou no Brasil. “Quando cheguei aqui, percebi que os produtos de charcutaria disponíveis no mercado tinham uma qualidade inferior ou faltava sabor. Foi o que me estimulou a prosseguir com os negócios da família no país”, conta o holandês, que é casado com uma brasileira e tem um filho.

A fábrica funciona no Núcleo Rural Nova Betânia, em São Sebastião. No local foi montada uma estrutura moderna com novos equipamentos para produção dos alimentos. Com uma variedade de produtos e criações inéditas, a Graumans abastece supermercados, restaurantes e hotéis. Também comercializa seus produtos em uma banca na Ceasa. “Muitos consumidores começaram a questionar sobre a abertura de uma loja própria. Assim, no final de 2014, inauguramos a Casa do Holandês. Temos ainda uma banca na Feira do Guará”, enfatiza.

 

Portfólio de produtos saboroso

A lista de produtos inclui salames, linguiças, presuntos e todos os outros produtos da charcutaria, nascida da necessidade de conservação das carnes em épocas tão remotas quanto a própria humanidade, séculos antes da invenção dos refrigeradores. Para encomendar, há desde kits de defumados para feijoada, além de linguiças frescas e língua defumada.

O joelho de porco defumado é um dos mais procurados pelos clientes. O presunto e o bacon são artesanais e sem conservantes. Completam a seleção da casa diversos tipos de linguiça e de carnes, tais como hambúrguer fresco, frango em diferentes versões e costela marinada. “A Casa do Holandês foi criada com objetivo de surpreender com os seus sabores e, realmente conseguiu, chega a ser impressionante o crescimento”, comenta Raymond.

 

A arte da charcutaria

Originada da palavra francesa “charcuterie”, no século 16, a charcutaria nada mais é que a forma como as carnes são preparadas, por meio da salga, conservação, cura, fermentação, cozimento e desidratação. Apesar do termo soar estranho, todo mundo já comeu algo produzido a partir desta técnica de produção: presunto, salame, mortadela, copa, salsicha, linguiça, carne de sol, defumados e afins. Apaixonado pela charcutaria, Raymond destaca que a técnica agrega sabor específico e tem conquistado diversos tipos de paladares. “O objetivo é conseguir o 

mais perfeito balanceamento entre carne, sal, gordura, seleção de temperos, sabores de fumaça e coloração, proporcionando uma experiência surpreendente ao cliente. Nossos produtos são diferenciados no processo de elaboração, no sabor e nas combinações com ingredientes de qualidade superior e de forma totalmente artesanal”, finaliza o holandês, que planeja abrir mais duas lojas em 2017.

 

Serviço:

Casa do Holandês

SAI, Trecho 10, loja 18 (em frente à Super Adega)

Telefone: (61) 3711-0038

 

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